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Sintomas “estranhos” da esclerose múltipla que muita gente não associa à doença

  • Foto do escritor: Priscila Emery
    Priscila Emery
  • 20 de mai.
  • 3 min de leitura

Sintomas neurológicos menos conhecidos da esclerose múltipla reforçam a complexidade da doença e a importância de reconhecer manifestações além dos sinais clássicos.
Sintomas neurológicos menos conhecidos da esclerose múltipla reforçam a complexidade da doença e a importância de reconhecer manifestações além dos sinais clássicos.


Quando se fala em esclerose múltipla, os sintomas mais conhecidos costumam ser:


  • fadiga

  • dormência

  • alterações visuais


Mas a doença pode se manifestar de formas muito mais complexas — e, às vezes, inesperadas.



Existem sintomas que fazem muitas pessoas se perguntarem:“isso também pode ser da esclerose múltipla?”


E a resposta, em muitos casos, é sim.


A esclerose múltipla pode afetar diferentes áreas do sistema nervoso


A esclerose múltipla é uma doença inflamatória que atinge o sistema nervoso central.

Como as lesões podem surgir em diferentes regiões do cérebro e da medula, os sintomas variam bastante de uma pessoa para outra.


Isso explica por que alguns sinais parecem tão difíceis de relacionar à doença.


Sensação de choque ao abaixar a cabeça


Algumas pessoas com esclerose múltipla relatam uma sensação semelhante a um choque elétrico ao movimentar o pescoço.


Esse fenômeno é conhecido como sinal de Lhermitte.


A sensação pode percorrer:

  • coluna

  • braços

  • pernas


E geralmente acontece devido ao comprometimento de áreas da medula cervical.


Coceira sem explicação aparente


Nem toda coceira tem origem dermatológica.


Na esclerose múltipla, alterações neurológicas podem gerar sensações anormais na pele, incluindo:

  • coceira

  • queimação

  • formigamento

  • sensação de insetos caminhando pelo corpo


Isso acontece porque o cérebro pode interpretar sinais nervosos de forma alterada.


Sensação de aperto no tronco


Outro sintoma relativamente comum é a sensação de pressão ou aperto ao redor do tórax ou abdômen.


Muitas pessoas descrevem como:

  • “faixa apertando o corpo”

  • dificuldade para expandir o tórax

  • sensação de compressão


Esse quadro é conhecido informalmente como “abraço da esclerose múltipla”.


Calor e frio podem piorar sintomas


Mudanças de temperatura também podem influenciar o funcionamento neurológico.


Em algumas pessoas, o calor intensifica sintomas como:

  • fadiga

  • visão embaçada

  • fraqueza

  • lentidão


Mas o frio extremo também pode piorar rigidez muscular e desconforto.


Isso acontece porque alterações na condução nervosa podem ser sensíveis à temperatura corporal.


Sintomas emocionais e comportamentais também podem ocorrer


A esclerose múltipla não afeta apenas movimento e sensibilidade.


Em alguns casos, podem ocorrer:

  • crises involuntárias de riso ou choro

  • alterações emocionais

  • mudanças cognitivas

  • dificuldade de controlar respostas emocionais


Esses sintomas podem estar ligados às áreas cerebrais afetadas pela doença.


Alterações na fala e na deglutição


Dependendo da região atingida, algumas pessoas também podem apresentar:

  • alterações na fala

  • voz mais lenta ou arrastada

  • dificuldade para engolir

  • sensação de engasgo


Esses sintomas podem impactar diretamente qualidade de vida e interação social.


O impacto invisível desses sintomas


Um dos aspectos mais difíceis da esclerose múltipla é que muitos sintomas não são visíveis.


E justamente por parecerem “estranhos” ou difíceis de explicar, muitas pessoas:

  • duvidam de si mesmas

  • sentem que não serão compreendidas

  • demoram a buscar ajuda


Isso pode gerar sofrimento silencioso e sensação de isolamento.


Por que reconhecer esses sinais é importante


Nem sempre a esclerose múltipla se apresenta da forma que as pessoas imaginam.


Reconhecer sintomas menos conhecidos pode ajudar:

  • no diagnóstico

  • no acompanhamento da doença

  • na validação da experiência do paciente


Além disso, informação reduz medo e sensação de solidão.


Conclusão


A esclerose múltipla é uma doença neurológica complexa e extremamente variável.

E muitos sintomas considerados “estranhos” podem, sim, fazer parte da doença.

Por isso, ouvir, investigar e validar os relatos dos pacientes é parte essencial do cuidado.




 
 
 

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