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Blog do Dr. Paulo Christo
Encontre aqui as últimas novidades, pesquisas e orientações sobre doenças neurológicas


Prevenção da enxaqueca: o que dizem as novas recomendações para o tratamento preventivo
Muita gente com enxaqueca passa anos tratando apenas as crises. Toma um remédio quando a dor aparece, espera passar e segue em frente até a próxima. Para algumas pessoas, isso basta. Para muitas outras, as crises se repetem tanto que começam a atrapalhar o trabalho, a rotina e os planos. É aí que entra a prevenção da enxaqueca. O objetivo não é só aliviar a dor quando ela chega, mas fazer com que ela chegue menos vezes e com menos força. Em 2026, a Academia Americana de Neuro


Atividade física ao longo da vida pode reduzir o risco de demência?
Atividade física mantida ao longo da vida adulta é associada a menor risco de demência e reforça a ligação entre movimento e saúde do cérebro. Todo mundo já ouviu que exercício faz bem ao coração. Cada vez mais, porém, as pesquisas também olham para outro órgão: o cérebro. A relação entre atividade física e demência já aparece há anos na literatura científica. Mas boa parte desse conhecimento vinha de pesquisas com acompanhamento curto ou com uma única medida de atividade fís


Cefaleia em salvas: por que essa dor de cabeça precisa de um tratamento próprio
Cefaleia em salvas pede um cuidado próprio, baseado em rapidez, preparação e acompanhamento individual, diferente do tratamento da enxaqueca. Ela costuma aparecer de madrugada. A dor é intensa, fica de um lado só da cabeça, em volta do olho, e chega em poucos minutos. Às vezes vem acompanhada de lágrimas, nariz entupido e uma agitação que não deixa a pessoa ficar parada. Esse é o retrato da cefaleia em salvas. Ela está entre as dores de cabeça primárias mais intensas e incapa


Açúcar nos primeiros anos de vida pode influenciar o risco de demência?
Alimentação nos primeiros 1.000 dias de vida pode estar ligada ao risco de demência décadas depois e reforça que a saúde cerebral começa a ser construída cedo. A demência costuma ser vista como um problema da velhice. Por isso, parece natural procurar suas causas nos hábitos da vida adulta: alimentação, atividade física, sono, controle da pressão arterial. Mas e se parte dessa história começasse muito antes, ainda na gestação e nos primeiros anos de vida? Uma pesquisa publica


Como o exercício físico muda a estrutura do cérebro
Relação entre exercício físico e neuroplasticidade reforça o papel do movimento na saúde cerebral ao longo da vida. Todo mundo já ouviu que exercício físico faz bem para o corpo. Mas o que acontece, de fato, dentro do cérebro quando alguém se movimenta com regularidade? A resposta vai muito além de uma sensação passageira de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que o exercício físico provoca mudanças estruturais e químicas mensuráveis no cérebro, com potencial para impactar


Crises de ausência: por que um episódio neurológico pode passar despercebido
Crises de ausência mostram que alterações neurológicas breves também merecem atenção médica e diagnóstico preciso. Imagem: Alex Grimm/Getty Images Um jogador em campo, no meio de uma partida, de repente parece "desconectar" por alguns segundos. Não cai, não convulsiona de forma visível, mas algo ali não está certo. Foi o que aconteceu recentemente com Jamal Musiala, meio-campista do Bayern de Munique, que passou por episódios semelhantes durante partidas e, posteriormente, re


Esclerose múltipla pode deixar alguém mais sensível a sons altos?
Alterações na bainha de mielina explicam por que a esclerose múltipla pode intensificar o reflexo de sobressalto diante de sons inesperados. Um barulho inesperado. Uma porta que bate, um talher que cai, uma buzina ao longe. Para a maioria das pessoas, isso provoca um pequeno susto, que passa em segundos. Mas para algumas pessoas com esclerose múltipla, essa mesma cena pode desencadear uma reação muito mais intensa: o corpo todo se contrai, os músculos travam por um instante,


Exercício físico na esclerose múltipla avançada: ainda faz diferença?
Relação entre exercício físico supervisionado e função física na esclerose múltipla avançada reforça o papel da reabilitação neurológica na preservação da qualidade de vida. Quando a esclerose múltipla avança e a mobilidade diminui, uma pergunta costuma surgir em silêncio, muitas vezes sem coragem de ser feita em voz alta. Será que ainda vale a pena se exercitar? Ou, nesse ponto da doença, o corpo já não responde mais a esse tipo de estímulo? É comum que, diante de uma incapa


Inteligência artificial pode diagnosticar enxaqueca sem perguntar sobre a dor de cabeça?
Sinais além da dor de cabeça, como padrões de sono, pressão arterial e histórico hormonal, ajudam algoritmos de inteligência artificial a identificar diferentes perfis de enxaqueca. Diagnosticar enxaqueca costuma depender, acima de tudo, de uma coisa: a descrição da própria dor. Localização, intensidade, duração, sintomas associados. É a partir desse relato que o diagnóstico tradicionalmente se constrói. Mas e se fosse possível identificar a enxaqueca observando outros aspect


Por que a esclerose múltipla pode causar sobressaltos exagerados a sons repentinos?
A hipersensibilidade a sons na esclerose múltipla mostra como lesões no sistema nervoso central podem se manifestar em sintomas neurológicos pouco conhecidos da doença. Existem pessoas que, do nada, passam a reagir de forma desproporcional a sons do dia a dia. Um talher caindo na pia, uma porta batendo, um balão estourando — e o corpo inteiro se contrai, como se estivesse diante de um perigo real. Para quem nunca teve esse tipo de reação, pode parecer apenas um susto comum. M


Botox pode ajudar crianças e adolescentes com enxaqueca crônica?
Uso de onabotulinumtoxina A em protocolo pediátrico reacende o debate sobre alternativas terapêuticas para a enxaqueca crônica em crianças e adolescentes. Quando a dor de cabeça deixa de ser esporádica e passa a fazer parte da rotina, faltar à escola, cancelar atividades e adiar compromissos se tornam cada vez mais comuns. Para famílias de crianças e adolescentes com enxaqueca crônica, encontrar uma abordagem que realmente traga alívio costuma ser uma busca longa. O Botox já


Menopausa pode piorar os sintomas da esclerose múltipla?
A queda de estrogênio ao longo da menopausa está entre os fatores associados a mudanças cognitivas e à evolução da esclerose múltipla em mulheres. Para muitas mulheres com esclerose múltipla, chegar aos 40 e poucos anos traz uma pergunta que raramente é discutida no consultório: os sintomas que aparecem agora fazem parte do envelhecimento natural, da menopausa, ou são sinal de que a doença está avançando? A resposta não é simples — e talvez não seja uma coisa isolada da outra


Quais hábitos ajudam a construir um cérebro mais resistente ao Alzheimer?
Hábitos sustentados ao longo da vida ajudam a construir um cérebro mais resistente ao Alzheimer, reforçando o papel do estilo de vida na saúde cognitiva. Existem pessoas que carregam genes associados a maior risco de Alzheimer e, mesmo assim, atravessam a vida sem qualquer sinal de declínio cognitivo. Outras, sem nenhum histórico familiar da doença, começam a apresentar perda de memória ainda relativamente jovens. O que explica essa diferença? A resposta não está apenas na ge


Enxaqueca crônica está associada a mais problemas gastrointestinais?
A associação entre enxaqueca crônica e distúrbios gastrointestinais reforça a importância de uma avaliação clínica mais ampla. Para quem convive com enxaqueca crônica, queixas digestivas como azia, prisão de ventre ou desconforto intestinal muitas vezes aparecem junto — e costumam ser tratadas como problemas separados, sem relação direta com as crises de dor de cabeça. Mas será que essa combinação é apenas coincidência, ou existe, de fato, uma associação entre a enxaqueca crô


Como se preparar para a consulta com o neurologista?
A preparação antes da consulta neurológica ajuda a tornar o diálogo entre paciente e médico mais claro e produtivo. Muita gente chega à primeira consulta com o neurologista carregando anos de sintomas sem explicação. Tonturas, formigamentos, mudanças na visão — sinais que, isolados, parecem não fazer sentido. Nessas situações, o tempo da consulta costuma parecer curto demais para explicar tudo o que foi vivido até ali. E é justamente aí que a forma como se chega a esse encont


Enxaqueca com aura aumenta o risco de AVC em idosos?
A presença de aura na enxaqueca aparece como um marcador relevante de risco vascular em adultos de meia-idade e idosos. A enxaqueca costuma ser associada a fases mais jovens da vida. Muita gente pressupõe que, com o passar dos anos, ela deixa de importar tanto para a saúde do cérebro. Mas será que essa relação realmente desaparece com a idade? E, mais especificamente, existe diferença entre quem tem enxaqueca com aura e quem tem enxaqueca sem aura quando o assunto é risco vas


Quais hábitos ajudam a manter o cérebro saudável, segundo a neurologia?
A combinação entre hábitos diários, controle de fatores de risco e acesso à saúde define o verdadeiro significado de um cérebro saudável ao longo da vida. Existem escolhas do dia a dia que parecem pequenas, mas que vão moldando, ano após ano, a forma como o cérebro envelhece. Algumas são óbvias. Outras, nem tanto. A pergunta que fica é: existe, de fato, uma lista de fatores que a neurologia reconhece como determinantes para a saúde do cérebro ao longo da vida? A American Acad


Quais são os sintomas de uma recaída na esclerose múltipla?
Recaídas na esclerose múltipla evidenciam a diferença entre a remissão dos sintomas e a resolução do dano neurológico. Um dia as pernas simplesmente não respondem como deveriam. No outro, a visão embaça sem aviso. Depois, surge uma sensação estranha, como uma queimação por dentro da pele, em um lugar que antes não doía. Para quem convive com esclerose múltipla, esse tipo de mudança repentina tem um nome conhecido: recaída. Mas o que realmente acontece no sistema nervoso duran


Tratamento precoce pode reduzir incapacidade em crianças com esclerose múltipla
Início precoce do tratamento na esclerose múltipla pediátrica é associado à preservação da função neurológica ao longo da vida. Receber o diagnóstico de esclerose múltipla em uma criança ou adolescente traz uma pergunta que os pais raramente esperavam precisar responder: qual é o momento certo para começar o tratamento, e com qual intensidade? Essa decisão pesa ainda mais quando se trata de uma doença que costuma ser associada a adultos, mas que também pode surgir na infância


Enxaqueca e dor de cabeça afetam 1 em cada 3 pessoas no mundo, aponta estudo global
Carga global da enxaqueca e das dores de cabeça reforça a necessidade de mais atenção ao diagnóstico e ao uso consciente de medicação para dor. Quase todo mundo já teve uma dor de cabeça capaz de atrapalhar o dia inteiro. Para muitas pessoas, porém, essa não é uma experiência rara: é uma companhia frequente, que interfere no trabalho, no sono e na vida social. Um novo levantamento internacional tentou medir exatamente o tamanho desse problema, e o resultado surpreende pela es
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