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Sono na esclerose múltipla: pesquisas mostram que estratégias não medicamentosas podem ajudar significativamente

  • Foto do escritor: Priscila Emery
    Priscila Emery
  • há 19 horas
  • 3 min de leitura

Intervenções comportamentais, atividade física e estratégias de regulação emocional podem contribuir para melhora da qualidade do sono na esclerose múltipla.
Intervenções comportamentais, atividade física e estratégias de regulação emocional podem contribuir para melhora da qualidade do sono na esclerose múltipla.


Distúrbios do sono são extremamente comuns na esclerose múltipla.

E o impacto vai muito além da noite mal dormida.


Alterações no sono podem contribuir para:

  • piora da fadiga

  • dificuldade cognitiva

  • piora do humor

  • redução da qualidade de vida


Agora, pesquisas recentes reforçam um ponto importante:nem toda melhora do sono depende exclusivamente de medicação.


O sono na esclerose múltipla é frequentemente afetado


Muitas pessoas com esclerose múltipla convivem com:

  • dificuldade para dormir

  • despertares frequentes

  • sono não reparador

  • insônia

  • sensação de exaustão ao acordar


Essas alterações podem ocorrer por diferentes motivos, incluindo:

  • neuroinflamação

  • dor

  • espasticidade

  • ansiedade

  • alterações emocionais


O que as pesquisas investigaram


Pesquisadores analisaram estudos clínicos que avaliaram intervenções não farmacológicas voltadas para melhora do sono em pessoas com esclerose múltipla.


O objetivo era entender se abordagens sem medicamentos poderiam realmente produzir impacto significativo na qualidade do sono.


Os resultados mostraram melhora importante em diferentes estratégias analisadas.


Quais intervenções apresentaram melhores resultados


Entre as abordagens com resultados mais relevantes estavam:

  • terapia cognitivo-comportamental

  • técnicas de relaxamento

  • educação sobre higiene do sono

  • coaching comportamental

  • atividade física supervisionada

  • mindfulness


Segundo as evidências científicas, seis das intervenções analisadas apresentaram melhora significativa da qualidade do sono.


O papel da terapia cognitivo-comportamental


A terapia cognitivo-comportamental voltada para o sono apareceu entre as estratégias mais promissoras.


Esse tipo de abordagem ajuda a identificar e modificar:


  • pensamentos disfuncionais relacionados ao sono

  • padrões de comportamento que perpetuam a insônia

  • hábitos que prejudicam o descanso


Além disso, pode ajudar a reduzir ansiedade associada ao momento de dormir.


Exercício físico também mostrou benefício


Outro ponto importante observado pelas pesquisas foi o impacto positivo da atividade física supervisionada.


Programas envolvendo:

  • exercícios aeróbicos

  • exergaming

  • movimento orientado

apresentaram melhora significativa em parte dos participantes.


Isso reforça a relação entre:

  • movimento

  • regulação do sono

  • funcionamento cerebral


O sono influencia outros sintomas da esclerose múltipla


As alterações do sono não acontecem isoladamente.


Pesquisas mostram que sono ruim pode piorar:

  • fadiga

  • humor

  • cognição

  • percepção de dor


Por isso, melhorar o sono pode impactar múltiplos aspectos da qualidade de vida.


O que isso muda na prática


Esses achados reforçam uma mudança importante:


O tratamento do sono na esclerose múltipla não precisa se limitar a medicamentos.

Estratégias comportamentais e não farmacológicas podem atuar como parte importante do cuidado.


E, em alguns casos, a combinação entre abordagens farmacológicas e não farmacológicas pode trazer resultados ainda mais relevantes.


Por que isso é importante


Muitas pessoas com esclerose múltipla normalizam alterações do sono como “parte inevitável da doença”.


Mas pesquisas mostram que o sono merece atenção específica.

Porque dormir mal não afeta apenas o descanso.


Afeta diretamente:

  • energia

  • cérebro

  • funcionalidade

  • qualidade de vida


O que ainda precisa ser estudado


Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que muitos estudos ainda possuem:

  • amostras pequenas

  • tempo curto de acompanhamento


Ou seja, mais pesquisas ainda são necessárias para compreender:

  • quais estratégias funcionam melhor

  • quais pacientes se beneficiam mais

  • como combinar diferentes abordagens


Conclusão


Pesquisas recentes mostram que intervenções não farmacológicas podem melhorar significativamente a qualidade do sono em pessoas com esclerose múltipla.


Estratégias como terapia cognitivo-comportamental, atividade física, mindfulness e educação sobre higiene do sono demonstraram impacto positivo em diferentes estudos.


E isso reforça um ponto importante:


Cuidar do sono também faz parte do tratamento da esclerose múltipla.



 
 
 

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Neurologista - CRM 26635 - RQE 15534

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