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Cirurgia de derivação (shunt) mostra benefícios em Hidrocefalia Idiopática de Pressão Normal (HIPN)

  • Foto do escritor: Priscila Emery
    Priscila Emery
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Cirurgia de derivação (shunt) mostra benefícios em Hidrocefalia Idiopática de Pressão Normal
Cirurgia de derivação (shunt) mostra benefícios em Hidrocefalia Idiopática de Pressão Normal



O que é Hidrocefalia Idiopática de Pressão Normal (HIPN)?


A Hidrocefalia Idiopática de Pressão Normal (HIPN) é uma condição neurológica caracterizada pelo acúmulo de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos cerebrais, sem aumento significativo da pressão intracraniana. Essa acumulação pode levar à tríade clássica de sintomas:


  • dificuldade para caminhar,

  • demência leve a moderada,

  • e incontinência urinária.


A HIPN é mais comum em adultos mais velhos e frequentemente confundida com outras causas de demência ou distúrbios do movimento, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.


Quando a cirurgia de shunt é recomendada


O tratamento mais eficaz para HIPN é a cirurgia de derivação ventricular (shunt), procedimento que envolve a instalação de um sistema de drenagem para redirecionar o excesso de líquido cefalorraquidiano para outra parte do corpo, como o abdômen. Esse procedimento ajuda a aliviar sintomas e prevenir a progressão da doença.


A pesquisa mais recente apresentada reforça a importância da cirurgia de shunt em pacientes com HIPN, mostrando que essa intervenção pode levar a melhorias significativas em mobilidade, cognição e controle urinário.


Resultados da pesquisa: benefícios observados


Um estudo de grande porte analisou dados de pacientes com HIPN tratados com cirurgia de shunt e observou benefícios claros em diferentes domínios clínicos:


1. Melhora no padrão de marcha

Muitos pacientes apresentavam dificuldade para caminhar antes da cirurgia. Após a derivação, foi observada uma melhora significativa na marcha, com maior capacidade de andar e menor instabilidade.


2. Recuperação cognitiva

Problemas cognitivos, como lentidão mental, esquecimento e dificuldade de atenção, foram reduzidos após a cirurgia de shunt, sugerindo que a remoção do excesso de líquido melhora a função cerebral em pacientes com HIPN.


3. Melhoria no controle urinário

A incontinência urinária, um dos sintomas que mais impacta a qualidade de vida, também mostrou resposta positiva após o procedimento, com muitos pacientes relatando redução ou desaparecimento dos episódios de perda urinária.


Esses benefícios foram observados não apenas em curto prazo, mas mantiveram-se durante o acompanhamento dos pacientes, o que indica que a cirurgia pode proporcionar avanços sustentáveis na qualidade de vida de quem convive com hidrocefalia de pressão normal idiopática.


Por que o shunt funciona na HIPN


A cirurgia de derivação corrige o desequilíbrio no fluxo do líquido cefalorraquidiano, que é característico da HPNI. Ao reduzir o volume excessivo de líquido nos ventrículos cerebrais, o cérebro tem menos pressão mecânica sobre suas estruturas, resultando em:


  • melhoria da função motora,

  • restauração parcial das conexões neuronais,

  • e melhora na circulação de nutrientes e remoção de resíduos metabólicos.


Esses efeitos fisiológicos explicam por que muitos pacientes experimentam melhora tanto física quanto cognitiva após a cirurgia.


Quem pode se beneficiar da cirurgia


A indicação da cirurgia de shunt é feita por meio de uma avaliação neurologista e neurocirúrgica completa, que pode incluir:

  • exames de imagem (ressonância magnética ou tomografia),

  • testes de retirada temporária de líquido cefalorraquidiano (tap test),

  • e avaliação dos sintomas clínicos.


Aqueles que apresentam melhora temporária dos sintomas após a retirada de líquido no tap test tendem a responder melhor ao shunt definitivo.


Riscos e considerações


Embora a cirurgia de derivação seja geralmente segura, como qualquer procedimento cirúrgico ela pode estar associada a riscos, tais como:

  • infecção do shunt,

  • obstrução do sistema de drenagem,

  • complicações anestésicas.


Por isso, é fundamental que a indicação seja personalizada e feita por uma equipe experiente, considerando o perfil clínico e a saúde geral do paciente.


Conclusão: um avanço no tratamento da HIPN


A pesquisa recente reafirma que a cirurgia de derivação ventricular continua sendo a intervenção mais eficaz para pacientes com hidrocefalia de pressão normal idiopática, oferecendo melhoras clinicamente significativas em marcha, cognição e controle urinário.


Para pacientes com sintomas típicos, uma avaliação neurológica abrangente pode identificar a HIPN precocemente e direcionar para tratamento adequado — potencialmente transformando a qualidade de vida do indivíduo.



 
 
 

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Neurologista - CRM 26635 - RQE 15534

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