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Vitamina D em alta dose: novo aliado contra a esclerose mĂșltipla? Leia o artigo!

  • Foto do escritor: Priscila Emery
    Priscila Emery
  • 12 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Para quem apresenta algum sinal ou sintoma que sugere ser um primeiro evento de esclerose mĂșltipla (sĂ­ndrome clĂ­nica isolada - CIS) cada novo estudo Ă© importante
Para quem apresenta algum sinal ou sintoma que sugere ser um primeiro evento de esclerose mĂșltipla (sĂ­ndrome clĂ­nica isolada - CIS) cada novo estudo Ă© importante

A vitamina D tem ganhado destaque na neurologia, especialmente quando o assunto Ă© esclerose mĂșltipla (EM). Estudos mostram que sua deficiĂȘncia estĂĄ associada a um risco maior de desenvolver a doença e de apresentar mais atividade inflamatĂłria. Mas serĂĄ que suplementar doses elevadas dessa vitamina realmente faz diferença? Um estudo recente traz respostas importantes.


O que Ă© a sĂ­ndrome clinicamente isolada (CIS)


A sĂ­ndrome clinicamente isolada (CIS) Ă© o primeiro episĂłdio neurolĂłgico sugestivo de esclerose mĂșltipla. Nem todos que tĂȘm CIS evoluem para EM, mas o risco aumenta quando hĂĄ lesĂ”es tĂ­picas na ressonĂąncia magnĂ©tica e alteraçÔes no lĂ­quor, como bandas oligoclonais. Por isso, a fase inicial Ă© um momento-chave para tentar reduzir a atividade da doença e adiar — ou atĂ© evitar — a progressĂŁo.


O estudo D-Lay MS


O ensaio clĂ­nico randomizado D-Lay MS, realizado em 36 centros de esclerose mĂșltipla na França, investigou se a suplementação de colecalciferol (vitamina D3) em alta dose poderia reduzir a atividade da doença em pacientes com CIS tĂ­pica para EM.


Foram avaliados 303 pacientes, com idades entre 18 e 55 anos, não tratados previamente, todos com baixos níveis de vitamina D no sangue. Eles receberam, de forma aleatória, 100.000 UI de vitamina D3 ou placebo a cada duas semanas, por 24 meses.


Resultados principais


Os dados chamam atenção:


  • 60,3% dos pacientes que tomaram vitamina D apresentaram atividade da doença ao longo de 24 meses, contra 74,1% no grupo placebo.

  • O tempo mĂ©dio atĂ© a atividade da doença foi quase o dobro com vitamina D (432 dias vs. 224 dias no placebo).

  • Os exames de ressonĂąncia magnĂ©tica mostraram menos novas lesĂ”es e menos atividade inflamatĂłria no grupo que recebeu vitamina D.


Apesar disso, não houve diferença significativa na taxa de recaídas clínicas isoladas — o benefício foi mais claro nas imagens de ressonñncia e na soma de todos os parñmetros de atividade da doença.


Segurança da suplementação


O estudo também acompanhou os efeitos adversos. Eventos graves foram semelhantes nos dois grupos e nenhum foi relacionado diretamente à vitamina D, reforçando a segurança da suplementação de alta dose dentro do protocolo médico.


O que esses resultados significam


A suplementação de vitamina D em alta dose pode reduzir a atividade inflamatĂłria do sistema nervoso central na fase inicial da esclerose mĂșltipla, especialmente quando detectada ainda na sĂ­ndrome clinicamente isolada.


Embora a vitamina D não substitua as terapias modificadoras da doença, ela pode ser uma aliada importante no tratamento, ajudando a proteger o cérebro e a medula espinhal contra novas lesÔes.


ConclusĂŁo


Para quem tem CIS ou EM precoce, manter nĂ­veis adequados de vitamina D pode ser mais do que uma medida de saĂșde geral — pode significar retardar a progressĂŁo da doença.


Este estudo reforça a importĂąncia do acompanhamento mĂ©dico e da suplementação personalizada, evitando tanto a deficiĂȘncia quanto o excesso.


Se vocĂȘ recebeu diagnĂłstico de CIS ou EM, converse com seu neurologista sobre a dosagem de vitamina D ideal para o seu caso. A ciĂȘncia avança, e cada passo conta para um futuro com mais qualidade de vida.

 
 
 

Neurologista - CRM 26635 - RQE 15534

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